domingo, 28 de outubro de 2012

Tema da aula: Construção da centena e da unidade de milhar.



Aula dia 18/09/2012
Aula ministrada pela professora Ynayah
Tema da aula: Construção da centena e da unidade de milhar.
Construção da centena, dezena e unidade
A construção da centena e da unidade de milhar.
Este conjunto é composto por peças brancas simbolizando cada uma a unidade, barras vermelhas ou azuis simbolizando a dezena, placas simbolizando a centena e cubos representativo do milhar. Permite o cálculo das operações matemática.



O sistema de numeração que usamos é um sistema decimal, pois contamos em grupos de 10. A palavra decimal tem origem na palavra latina decem, que significa 10. Ele foi inventado pelos hindus, aperfeiçoado e levado para a Europa pelos árabes. Daí o nome indo-arábico.

Esse sistema de numeração apresenta algumas características:

Utiliza apenas os algarismos indo-arábicos 0-1-2-3-4-5-6-7-8-9 para representar qualquer quantidade.

Cada 10 unidades de uma ordem formam uma unidade da ordem seguinte. Observe.

10 unidades = 1 dezena = 10

10 dezenas = 1 centena = 100

10 centenas = 1 unidade de milhar = 1000

Outra característica é que ele segue o principio do valor posicional do algarismo, isto é, cada algarismo tem um valor de acordo com a posição que ele ocupa na representação do numeral.

Temos, então, o seguinte quadro posicional (ou de ordens):

        4º ordem                3º ordem                    2º ordem             1º ordemunidade de milhar    centena de unidades     dezena de unidades        unidades

Observe: Neste número: 632 o algarismo 2 representa 2 unidades e vale 2 (1º ordem) ; o algarismo 3 representa 3 dezenas, ou seja, 3 grupos de 10 unidades e vale 30 (2º ordem); o algarismo 6 representa 6 centenas, ou seja, 6 grupos de 100 unidades e vale 600 (3º ordem). Ou seja, 600 + 30 + 2 é igual a 632, que lemos seiscentos e trinta e dois. Neste número: 7.156 o algarismo 6 representa 6 unidades e vale 6 (1º ordem). o algarismo 5 representa 5 dezenas e vale 50 (2º ordem). o algarismo 1 representa 1 centena e vale 100 (3º ordem). o algarismo 7 representa 7 unidades de milhar e vale 7000 (4º ordem).
exemplo:
O tio de Tiago é dono de uma padaria que vende deliciosos pães, roscas, salgados e doces. Ele utiliza muitos ovos em sua padaria, por isso comprou 10 caixas de ovos. E cada caixa possui 10 ovos.Perceba que 100 unidades equivale a 10 dezenas e a 1 centena. Observe como são formados os números dados por uma centena. 



A unidade pertence a 1º ordem, a dezena pertence a 2º ordem e a centena pertence a 3º ordem. Veja: 


Unidades, centenas, dezenas e milhares
10 + 10 = 20 = 2 dezenas
10 + 10 + 10 = 30 = 3 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 = 40 = 4 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 50 = 5 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 60 = 6 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 70 = 7 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 80 = 8 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 90 = 9 dezenas
10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 + 10 = 100 = 10 dezenas
Uma centena tem 10 dezenas
1 centena = 10 dezenas = 100 unidades
100 + 100 = 200 = 2 centenas
100 + 100 + 100 = 300 = 3 centenas
100 + 100 + 100 + 100 = 400 = 4 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 500 = 5 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 600 = 6 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 700 = 7 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 800 = 8 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 900 = 9 centenas
100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 + 100 = 1000 = 10 centenas
Um milhar tem 10 centenas
1 milhar = 10 centenas = 100 dezenas = 1000 unidades

Todo número pertence a uma ordem e uma classe. Poderão pertencer às classes de milhões, milhares e unidades simples, e cada uma dessas ordens possui as ordens: unidade, dezena e centena. 


Para conseguir fazer com que os alunos pratiquem qual classe e ordem um determinado número pertence é interessante utilizar o ábaco. Para isso devemos construí-lo. 



Será necessário um isopor, 6 palitos de churrasco, tinta nas cores: azul escuro, lilás, amarelo, verde, azul, vermelho, cola (de isopor), EVA. 



A base do ábaco é construída com o isopor. 




Os palitos irão marcar as classes e ordens 



As peças serão construídas com EVA (construir 10 peças de cada cor). 


Depois da construção do ábaco, basta distribuir para cada grupo de alunos números para que eles representem no ábaco, por exemplo: 


O número 456.789 (quatrocentos e cinqüenta e seis mil e setecentos e oitenta e nove) ficaria no ábaco da seguinte forma: 


CM    DM    UM    C    D     U 

  4        5       6       7    8      9 





• Os números são escritos no ábaco da direita para a esquerda. 


• Ao passar os números para os grupos é importante pedir que os escreva por extenso.

Referencias Bibliográficas

Fazendo e Compreendendo: Matemática - 1 Série - 1 Grau
Autor: SANCHEZ, LUCILIA BECHARA,LIBERMAN,MANHUCIA PERELBERG, MOTTA REGINA LUCIA DA WEY Editora: Saraiva Origem: Nacional Ano: 2005 

Livro - Aprender Juntos: Matemática 1 - Ensino Fundamental - Rossi ,Silvana Julio, Editora Sm ano 2006


Referencias: 


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dica Ábaco de Haste: construindo e calculando

Olá meninas segue uma dica super bacana como construir um Ábaco de Haste.


O que o aluno poderá aprender com esta aula
- O significado do valor posicional decimal; - Conhecer outras bases para o sistema de numeração diferente de 10 (por exemplo, as utilizadas em sistemas computacionais, como a base 2, 6, 8 e 16); - Estimular a participação e curiosidade do aluno sobre as Bases Numéricas existentes, já que ele próprio manipulará seu próprio Ábaco; - Introdução ao conceito de soma utilizando o Ábaco; - Conhecer o desenvolvimento dos números através da sua evolução histórica.

Duração das atividades
03 horas/aula que podem ser assim divididas: 1 hora/aula para montagem do Ábaco e mais 2 horas/aula para utilizá-lo.

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
- Operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Estratégias e recursos da aula
Professor, nessa aula utilizaremos a construção de um Ábaco de Hastes para mostrar na prática aos nossos alunos o significado do valor posicional dos números tanto na base decimal como também em outras bases, auxiliando-os assim a reconhecer outras formas de registro de acordo com a base numérica a ser utilizada. Dividimos a aula em duas etapas, sendo a primeira para construção do Ábaco de Hastes e a segunda para sua utilização.
Sugerimos nos “Recursos Complementares” um software que poderá ser utilizado na Sala Ambiente de Informática – após os alunos terem realizado as atividades nessa aula propostas – e onde terão a oportunidade de trabalhar em diferentes bases numéricas e ainda realizar as operações de adição e subtração com o auxílio do software. Sugerimos que antes da utilização desse software com os alunos, o Professor leia o Guia do Professor, disponível no mesmo local para download, onde encontrará todas as informações necessárias para sua aplicação.
1ª Etapa: Construindo o Ábaco de Hastes.

Em um primeiro momento, o professor pode explicar aos alunos que os povos antigos, desde muitos anos atrás, começaram a usar os símbolos numéricos para representar quantidades e facilitar os processos de contagem. Como nossa contagem é organizada em agrupamentos de dez unidades nosso sistema numérico chama-se decimal.
Dica: Nesse momento é interessante interrogar os alunos sobre esse desenvolvimento histórico dos números e fazê-los refletir sobre a relação da quantidade dos nossos dedos das mãos e da nossa base numérica ser 10. No decorrer dessas reflexões os alunos começarão a perceber que não necessariamente precisamos fazer esse agrupamento, isto é, a contagem poderia ser feita com outros, como cinco (apenas os dedos de uma mão), doze, vinte (os dedos das mãos e dos pés), sessenta (relógio), etc.
Para esclarecer melhor a associação entre os processos de contagem e o sistema de numeração, propomos nessa aula a construção do “Ábaco de Hastes” que poderá ser feita com materiais recicláveis de fácil aquisição.
Os materiais necessários para construção desse Ábaco são:
- 48 tampinhas de garrafas tipo pet de cores diferentes (para cada Ábaco são necessárias quatro cores diferentes);
- 01 Barra de Isopor de 16x04cm com largura de no mínimo 03 cm;
- 04 espetos de madeira;
- 01 prego e um martelo para furar todas as tampinhas pet (apenas o professor utilizará esse material);
- o1 Roteiro de Atividades para cada grupo.
Peça aos alunos, com um determinado tempo de antecedência, que levem para escola tampinhas de garrafas pet já limpas. É necessário que o professor as leve para casa para furá-las no centro, já que as mesmas serão os elementos a serem agrupados nos espetos de madeira.
Após todas as tampinhas estarem devidamente furadas, já é possível dar início a construção do Ábaco de Haste com os alunos na sala de aula.
Forme grupos de no máximo quatro alunos e entregue a cada grupo a barra de isopor, 4 espetos de madeira, 4 kits de tampinhas já separadas pelas cores (12 tampinhas cada), e um roteiro de atividades que poderá ser formulado de acordo com o modelo abaixo (Figura 1).


Modelo do Roteiro de atividades:
Com o material recebido vocês montarão o “Ábaco de Hastes”. 
Primeiramente no isopor, com um espaçamento de 4 em 4 cm espete os palitos de madeira de forma que eles fiquem na vertical. As tampinhas coloridas serão utilizadas para organizar os dados e realizar as atividades propostas.
Na primeira atividade vocês deverão organizar as tampinhas de acordo com nossa base numérica decimal. Dessa forma, vamos juntos representar o número 31 na base numérica 10.

Obs. (não faz parte do Roteiro): Nesse momento o professor deverá explicar que eles começarão colocando as unidades na primeira haste e conforme completamos 10 tampinhas, todas devem ser retiradas da primeira haste e substituídas por uma tampinha de cor diferente na segunda haste.
Um aluno deverá ficar responsável pelo registro em tabelas como modelo abaixo:
 

#@^/
           


           
                   
Na primeira coluna da direita devem ser registradas as tampinhas contadas, usando-se como símbolo um traço na diagonal (/). Na segunda coluna, serão registrados os agrupamentos intermediários, usando-se o símbolo ^. Consequentemente, na terceira coluna, serão registrados agrupamentos maiores representados pelo símbolo @. E caso haja necessidade, serão representados pelo símbolo # os agrupamentos ainda maiores que os da terceira coluna.
Toda vez que se completar o número de símbolos de um agrupamento, este deve ser riscado e substituído por um símbolo de um agrupamento maior. Por exemplo, em um agrupamento de cinco, substitui-se ///// por ^, ou ^^^^^^ por @.
Agora represente na tabela abaixo como ficaria representado o número 31, em agrupamentos de quatro:

@#^/


               

                                             

Você é do Grupo _____, portanto deverá utilizar a partir de agora agrupamentos de ______________ tampinhas. Não se esqueça de registrar na tabela a seguir seus agrupamentos:
 
#@^/



    

        

2ª Etapa: Usando o Ábaco.
Para que os alunos tenham oportunidade de realizar pequenas investigações matemáticas, o professor poderá dar início à atividade direcionando aos alunos algumas perguntas como:
• Você já conhecia um Ábaco? Se sim para que você acha que ele serve?
• O que representam cada um dos espetos de madeira?
• Por que as tampinhas estão separadas por cores?
• De acordo com o número de tampinhas que você recebeu, quais agrupamentos numéricos podem ser realizados nesse Ábaco?
• Podemos realizar a soma de números no Ábaco?
• Que outras operações você acha que podem ser feitas com o auxílio do Ábaco?

Após os alunos terem respondido essas perguntas e com o Ábaco de Hastes já montado, o professor poderá iniciar as atividades de acordo com a ordem estabelecida no Roteiro.
Obs.: O Professor também deverá ter o seu próprio Ábaco (Figura 2).

Figura 2: “Ábaco de Haste” construído.
Para os alunos se familiarizarem com o Ábaco, sugerimos que a primeira atividade seja realizada por todos os grupos ao mesmo tempo com a mediação do professor, que explicará a ordem de agrupamentos e a forma correta de realizar o registro (Figura 3).
Figura 3: Agrupamento do número 31 na base 10.
Na segunda atividade todos os grupos de alunos representarão o mesmo número que foi representado na base decimal, porém agora em agrupamentos de quatro tampinhas (Figura 4).
Figura 4: Agrupamento do número 31 na base 4.
 Professor, após os alunos terem realizado os agrupamentos e os registros, deverá fazer o mesmo com o seu Ábaco e mostrar o significado dos seus registros que representam a seguinte contagem:
- três símbolos /, representando 3x1 = 3 tampinhas;
- três símbolos ^ do agrupamento de quatro tampinhas, representando 3x4 = 12 tampinhas;
- um símbolo @ do terceiro agrupamento, representando 1x4x4 = 16 tampinhas.


Assim, o total será: 1x16 + 3x4 + 3x1 =r 16 + 12 + 3 = 31 unidades.
Após esse primeiro contato com o Ábaco, o professor deverá numerar a cada grupo e pedir que organizem no Ábaco de Hastes o número 73 da seguinte maneira:
Grupo 1: agrupamento de cinco tampinhas;

Grupo 2: agrupamento de seis tampinhas;
Grupo 3: agrupamento de sete tampinhas
Grupo 4: agrupamento de nove tampinhas.

Obs.: Caso haja mais do que quatro grupos, forneça-os um número e um agrupamento respectivo.
É importante que cada grupo fique com um tipo de agrupamento para ao final da atividade seja possível fazer as comparações dos resultados obtidos. Além disso, como os alunos estarão registrando cada um dos processos, ao final da atividade é interessante solicitar que um representante de cada grupo se dirija a lousa e explique ao restante da sala como ficou o resultado final de seu grupo.


Para que os alunos entendam cada uma das representações, peça que tentem transformar os resultados obtidos para a base 10, como no exemplo a seguir:
Agrupamento de cinco: 2 @ + 4 ^ + 3 / = 2 x 25 + 4 x 5 + 3 x 1 = 73.

Agora oriente os alunos a refletires que o valor de cada símbolo é diferente para cada grupo e ainda que, os agrupamentos maiores correspondem ao produto da base pela base. Por exemplo, no grupo 2, o agrupamento @ corresponde a 6 x 6 = 36 unidades.
Após essa etapa explique aos alunos que os resultados também podem ser escritos, ao invés de símbolos, por algarismos indo-arábicos. Dessa forma, é importante orienta-los quanto a escrita correta dos números quando representados em outras bases diferentes da 10.
Explique que os números são escritos a partir de uma ordem decrescente de valor (da esquerda para direita) e que o valor de cada algarismo depende da posição que ele ocupa. Dessa forma, primeiro escrevemos os agrupamentos maiores, até chegarmos aos agrupamentos das unidades e que o zero representa a posição que não possui nenhum registro.
Para que os alunos entendam suas explicações, faça na lousa juntamente com outros representantes dos grupos, a escrita e a leitura dos resultados considerando-se o valor posicional de cada algarismo nas diferentes bases, como a seguir:



Grupo 1: 2 @ + 4 ^ + 3 / = (243)5; lê-se duzentos e quarenta e três na base cinco;
Grupo 2: 2 @ + 1 / = (201)6; lê-se duzentos e um na base seis (Figura 5);

Figura 5: Agrupamento do Grupo 2.

Grupo 3: 1 @ + 3 ^ + 3 / = (133)7; lê-se cento e trinta e três na base sete;
Grupo 4: 8 ^ + 1 / = (81)9; lê-se oitenta e um na base nove.
Para encerrar a aula peça que os alunos comparem os resultados e observem a relação entre a base e a grandeza do número obtido, percebendo que quanto maior for a base, menor será a representação numérica, e vice-versa.

Referencia: 
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=1826


domingo, 30 de setembro de 2012

Números no Sistema Decimal


Aula dia 11/09/2012
Aula ministrada pela professora Ynayah
Tema da aula: Números no Sistema Decimal, Ábaco.


Números no Sistema Decimal
A convivência em sociedade provocou na humanidade, a necessidade da criação de um mecanismo capaz de gerenciar numerais.
Para expressarmos quantidades ou para enumerarmos objetos, por exemplo, utilizamos um sistema de numeração. Existem vários sistemas de numeração, mas o mais comum e que é frequentemente utilizado por nós, é o sistema de numeração decimal.
Neste sistema os números são representados por um agrupamento de símbolos que chamamos de algarismos ou dígitos.
O sistema de numeração decimal possui ao todo dez símbolos distintos, através dos quais se utilizarmos apenas um dígito, podemos representar quantidades de zero a nove.
Dígitos ou algarismos são símbolos numéricos utilizados na representação de um número, por exemplo, o número756 é composto de três dígitos: 7, 5 e 6.
No sistema decimal contamos com dez símbolos distintos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.
0 - zero:
1 - um: 
2 - dois:  
3 - três:   
4 - quatro:    
5 - cinco:     
6 - seis:      
7 - sete:       
8 - oito:        
9 - nove:         
Acima vemos dez números no sistema decimal com apenas um Dígito.
Observe que o 0 ( zero ) é utilizado neste caso para representarmos a ausência de bolinhas. O 1 representa uma bolinha, o 2 representa duas bolinhas e assim por diante, sempre considerando uma bolinha a mais, até chegarmos ao número 9 que representa um total de nove bolinhas.
Se tivermos mais uma bolinha, como será a representação simbólica deste numeral?
Como já utilizamos todos os dez símbolos e não dispomos de outros, vamos recomeçar a sequência pegando novamente o 0, mas agora iremos trabalhar com dois dígitos.
À esquerda deste zero devemos colocar o próximo símbolo. Como ainda não utilizamos nenhum símbolo nesta posição, ele seria o 0, mas como o zero não é um dígito significativo, pois ele representa a ausência, então o primeiro símbolo a utilizar será o 1.
O próximo número será então:
10 - dez:  |
Note que a bolinha à esquerda do símbolo | representa as dez bolinhas, ou uma dezena e à direita do | não temos nenhuma bolinha, pois estamos representando o zero.
Se tivermos uma bolinha a mais, ou seja, onze, a representação será:
11 - onze:  | 
Repare que agora temos uma bolinha de cada lado do símbolo |, a bolinha à esquerda vale dez vezes mais que a da direita. A da esquerda vale dez e a da direita vale um.
De doze a dezenove temos as seguintes representações:
12 - doze:  |  
13 - treze:  |   
14 - quatorze:  |    
15 - quinze:  |     
16 - dezesseis:  |      
17 - dezessete:  |       
18 - dezoito:  |        
19 - dezenove:  |         
O critério é sempre o mesmo, a bolinha à esquerda do símbolo | vale dez vezes mais que qualquer uma das bolinhas da direita.
E se tivermos outra bolinha a mais, qual será a representação?
Como no novo ciclo já utilizamos todos os dígitos de 0 a 9, faremos tal qual no caso do dez. À direita utilizaremos o0, e a esquerda utilizaremos o próximo símbolo. Como estávamos utilizando o 1, o próximo será o 2. Temos então:
20 - vinte:   |
Seguindo o raciocínio vinte e um será:
21 - vinte e um:   | 
Para setenta e dois temos:
72 - setenta e dois:        |  
Para noventa e nove temos:
99 - noventa e nove:          |         
Com mais uma bolinha chegaremos a cem. Como já utilizamos os noves símbolos à direita do |, devemos novamente reiniciar em 0 e na esquerda devemos utilizar o próximo símbolo da sequência, mas acontece que na esquerda do | também já utilizamos os nove símbolos, então devemos voltar a 0 nesta posição e à sua esquerda utilizarmos o próximo símbolo. Como ainda não utilizamos nenhum e como não podemos utilizar o zero, pois ele não é significativo, utilizaremos o 1.
A representação para o número cem será então:
100 - cem:  | |
Qualquer bolinha nesta posição valerá cem vezes mais que qualquer bolinha na posição da direita.
Vejamos a representação para o número cento e onze:
111 - cento e onze:  |  | 
Temos uma bolinha na esquerda, outra no centro e uma outra na direita. Embora todas sejam representadas pelo símbolo 1, a da esquerda vale 100, a do meio vale 10 e a da direita vale 1 mesmo.
A bolinha da direita ocupa a casa das unidades e por isto vale exatamente o que o seu símbolo representa, ou seja, vale 1 unidade.
A bolinha à sua esquerda, isto é, a bolinha do centro, ocupa a casa das dezenas e por isto vale dez vezes mais do que o seu símbolo representa, ou seja, vale 10 unidades.
Finalmente a bolinha à sua esquerda, isto é, a bolinha da esquerda, ocupa a casa das centenas e por isto vale cem vezes mais do que o seu símbolo representa, ou seja, vale 100 unidades.



Ordens e Classes

As casas das unidades, das dezenas e das centenas são chamadas de ordens.
No sistema de numeração decimal a cada três ordens posicionadas da direita para a esquerda temos uma classe.
A primeira classe, também da direita para a esquerda, é a das unidades, na sequência temos a classe dos milhares, dos milhões, bilhões e assim por diante conforme a figura abaixo:
O número 111 visto acima está todo contido na classe das unidades simples.
O dígito da esquerda é da ordem das centenas, por isto ao invés de 1 unidade, ele equivale a 100 unidades.
O central é da ordem das dezenas, equivalendo então a 10 unidades ao invés de 1 unidade apenas.
O dígito da direita é da ordem das unidades equivalendo ao próprio valor do símbolo 1 que é de 1 unidade.
Para facilitar a leitura dos números com muitas classes, podemos separá-las utilizando o caractere ".", assim o número dois milhões, quinhentos e seis mil, oitocentos e trinta e nove pode ser escrito como 2.506.839.
Este número é formado por três classes.
A classe dos milhões é composta por uma única ordem, o dígito das unidades de milhões. Neste caso o símbolo 2na verdade representa dois milhões unidades ( 2.000.000 ).
Na segunda classe, a dos milhares, temos três ordens, cada uma com os seguintes valores:
O símbolo 5 na ordem das centenas de milhar representa quinhentas mil unidades ( 500.000 ).
O símbolo 0 na ordem das dezenas de milhar, como sabemos não representa qualquer unidade.
O símbolo 6 na ordem das unidades de milhar representa seis mil unidades ( 6.000 ).
Finalmente na primeira classe, a classe das unidades, temos:
O símbolo 8 na ordem das centenas de unidades representa oitocentas unidades ( 800 ).
O símbolo 3 na ordem das dezenas de unidades representa trintas unidades ( 30 ).
O símbolo 9 na ordem das unidades de milhar representa nove unidades ( 9 ).




Atividade realizada em sala de aula:


Unidade           Dezena           Centena


Centena


Unidade           Dezena           Centena



Unidade           


Dezena           





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Ábaco


Os avanços tecnológicos contribuíram para o dinamismo da Matemática, cálculos complexos são solucionados em questão de segundos com a ajuda de computadores e softwares matemáticos desenvolvidos pelo homem. Meros objetos como a calculadora estão presentes no cotidiano das pessoas, auxiliando as operações básicas: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação. 


As linhas da história são preenchidas com diversas descobertas no intuito de dinamizar os estudos matemáticos. O ábaco é considerado uma dessas descobertas, existem relatos que os babilônios utilizavam um ábaco construído em pedra lisa por volta de 2400 a.C., os indícios do uso do ábaco na Índia, Mesopotâmia, Grécia e Egito são contundentes. O seu surgimento está ligado ao desenvolvimento dos conceitos de contagem. 



Na Idade Média o ábaco era usado pelos romanos para a realização de cálculos. A utilização do instrumento por parte dos chineses e japoneses foi de grande importância para o seu desenvolvimento e aperfeiçoamento. 



O ábaco é um objeto de madeira retangular com bastões na posição horizontal, eles representam as posições das casas decimais (unidade, dezena, centena, milhar, unidades de milhar, dezenas de milhar, centenas de milhar, unidades de milhão), cada bastão é composto por dez “bolinhas”. As operações são efetuadas de acordo com o sistema posicional, o ábaco não resolve os cálculos, ele simplesmente contribui na memorização das casas posicionais enquanto os cálculos são feitos mentalmente. 



A apreensão deste princípio posicional, através do manuseio do ábaco, pode ajudar o educando a perceber melhor o sistema de numeração e suas técnicas operatórias, tornando uma ferramenta imprescindível no ensino da contagem e das operações básicas na educação fundamental.

O ábaco é um instrumento utilizado para cálculos. Ele é formado por arames paralelos e com elementos de contagem. Esse instrumento surgiu há cerca de 5500 anos atrás na Mesopotâmia. Sua forma de cálculo é por sistema decimal.
O Ábaco foi muito utilizado na antiguidade. Existiram na história, ábacos mesopotâmicos, babilônicos, egípcios, romanos, indianos, chineses, japoneses, russos. Atualmente, o ábaco escolar e o ábaco para deficientes visuais ainda são amplamente utilizados

Imagens Ábaco